Obras em aeroportos não acompanham alta da demanda



Tarso Veloso, de Brasília

Ampliações em aeroportos do país não acompanham o ritmo crescente do número de passageiros. Nos 67 aeroportos administrados pela Empresa Brasileira de Infraestrutura Portuária (Infraero), o número total de passageiros subiu de 71 milhões, em 2003, para 128 milhões em 2009. Apesar de o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) ter vários projetos para ampliação e reforma de aeroportos, o número de benfeitorias vem se mostrando incompatível com a velocidade crescente da demanda.

Atualmente, de acordo com a Infraero, existem 44 obras do PAC para o setor. As atenções estão centradas nos 16 aeroportos das cidades que sediarão jogos da Copa, em 2014. Outras três obras se encontram paralisadas desde 2008 em Vitória, Macapá e Guarulhos.

O crescimento do número de passageiros ocorre devido às facilidades de financiamento e queda do preço das passagens. Em 2009, além de registrar o preço mais baixo dos últimos oito anos, as passagens ainda tiveram queda de 27,6% com relação a 2008. Além disso, as companhias começaram a vender as passagens em até 36 vezes, atraindo as classes C e D.

O problema mais grave continua sendo a falta de estrutura dos aeroportos, que não passaram por um processo de ampliação de pistas de pouso e decolagens, terminais de passageiros e esteiras de bagagens.

De acordo com o presidente da Associação Brasileira da Infraestrutura e Indústrias de Base (Abdib), Paulo Godoy, por enquanto não existe nenhum projeto a ser realizado em tempo hábil para aumentar a capacidade dos aeroportos visando a Copa de 2014. “Para uma mudança significativa é necessário que haja a concessão dos aeroportos. Este é um dos únicos serviços públicos que não adota o sistema de concessão.”

Para Godoy, o sistema de administração dos aeroportos precisa mudar. Eles deveriam ser geridos pelo sistema de concessão, com aferição de qualidade e ampliação da oferta de serviços.

De acordo com a Infraero, existe um plano de expansão programado antes mesmo da decisão do país de sediar a Copa do Mundo e a Olimpíada. “A empresa está segura de que o planejamento previsto será cumprido e a demanda será plenamente atendida”, disse a empresa em nota divulgada pela assessoria. De acordo com a Infraero, foi investido , R$ 1,9 bilhão em grandes obras de engenharia nos aeroportos entre 2003 e 2009.

Os casos mais críticos são dos aeroportos paulistas. Qualquer atraso nos aeroportos de Congonhas ou Guarulhos pode afetar voos para outros Estados. Quando chove, as decolagens costumam a ser transferidas para outros aeroportos, como os de Campinas e Ribeirão Preto.

Segundo Godoy, o principal problema, além da falta de estrutura para que os passageiros possam se locomover de um aeroporto para outro, são as filas que se formam nos terminais, que não dispõem de instalações para atender a chegada de grande número de passageiros de uma só vez.

Fonte: VALOR ECONÔMICO, via NOTIMP



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